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Controle de acesso e IAM

Prioridade Alta 16 min de leitura Status: Não visto Lido Praticado Dominado

Do zero

Pense na portaria do Tribunal.

  1. Você diz o seu nome na recepção: isso é identificação.
  2. A recepcionista confere o seu documento com foto: isso é autenticação, provar que você é quem diz ser.
  3. Ela olha a lista e vê que você pode ir ao 3º andar, mas não ao datacenter: isso é autorização.
  4. A catraca registra que você entrou às 9h12: isso é auditoria (ou responsabilização).

IAM (Identity and Access Management, gestão de identidades e acessos) é cuidar disso tudo ao longo do tempo: criar o crachá quando alguém é contratado, mudar as permissões quando muda de setor e cancelar no dia em que sai. O maior perigo não é a porta da frente, e sim o crachá de quem saiu há meses e continua abrindo portas.

Frase para guardar: identificar é dizer quem é; autenticar é provar; autorizar é dizer o que pode; auditar é registrar o que fez.

Em 1 minuto

  • Fatores de autenticação: algo que você sabe (senha), tem (celular, token, cartão) ou é (biometria). MFA exige fatores de categorias diferentes.
  • Modelos de controle de acesso: DAC (o dono do recurso decide), MAC (rótulos definidos por uma política central), RBAC (permissões por papel ou função), ABAC (regras por atributos, como horário, local e cargo).
  • Princípios: menor privilégio, necessidade de conhecer, segregação de funções e negar por padrão.
  • Ciclo de vida da identidade: criar (admissão), alterar (mudança de cargo), revogar (desligamento) e revisar periodicamente.
  • SSO é um login para vários sistemas; federação é confiar no login de outra organização (por SAML ou OpenID Connect).

Exemplo concreto: a servidora que mudou de setor

Ana trabalhava no setor de Pagamentos, com acesso ao sistema de folha. Foi transferida para a Auditoria de TI e recebeu os acessos novos. Ninguém retirou os antigos.

  • Agora Ana pode lançar pagamentos e também auditá-los: quebra a segregação de funções.
  • Ela acumula acessos de que não precisa: viola o menor privilégio. Esse acúmulo tem nome, privilege creep.
  • Com RBAC, a mudança de papel trocaria o pacote inteiro de permissões: sai o papel “Pagamentos”, entra o papel “Auditoria de TI”.
  • Uma revisão periódica de acessos (recertificação), em que o gestor confirma o que cada pessoa da equipe precisa, teria detectado o problema.

Comparação: os quatro modelos de controle de acesso

Modelo Quem decide Exemplo
DAC (discricionário) O dono do recurso Você compartilha uma pasta e escolhe quem pode editar
MAC (obrigatório) Uma política central, por rótulos de sensibilidade e níveis de habilitação; o usuário não altera Documento “secreto” só para quem tem habilitação “secreto” ou superior
RBAC (baseado em papéis) As permissões vão para papéis, e as pessoas recebem papéis Papel “Auditor” pode consultar contratos; papel “Gestor” pode aprovar
ABAC (baseado em atributos) Regras sobre atributos do usuário, do recurso e do contexto Pode ver a folha se for do RH, em horário de expediente e na rede interna
Fator Categoria Exemplos
Conhecimento Algo que você sabe Senha, PIN, resposta secreta
Posse Algo que você tem Aplicativo autenticador, token, cartão com certificado
Inerência Algo que você é Digital, face, íris

Senha mais PIN não é MFA: os dois são “algo que você sabe”. Senha mais código do aplicativo no celular é MFA.

Biometria: dois erros que se equilibram

  • FAR (taxa de falsa aceitação): aceitar quem não é. É o erro mais grave para a segurança.
  • FRR (taxa de falsa rejeição): recusar quem é. Atrapalha o usuário.
  • Deixar o leitor mais rigoroso reduz a FAR e aumenta a FRR. O ponto em que as duas se igualam (CER ou EER) serve para comparar equipamentos: quanto menor, melhor.

Acessos privilegiados

Contas de administrador são o alvo preferido. A gestão de acessos privilegiados (PAM) guarda essas senhas num cofre, libera o acesso só quando necessário e pelo tempo necessário (just-in-time), grava as sessões e exige MFA. Uma regra simples: o administrador usa uma conta comum no dia a dia e a conta privilegiada só para tarefas de administração.

Como a FCC cobra

Autenticação × autorização, fatores de autenticação (o que conta como MFA) e o modelo de controle de acesso descrito num cenário (RBAC e MAC são os mais cobrados).

  • Classificar exemplos como algo que se sabe, tem ou é.
  • Reconhecer DAC, MAC, RBAC e ABAC pela descrição.
  • Princípios: menor privilégio, necessidade de conhecer e segregação de funções.
  • FAR × FRR na biometria.
  • SSO e federação de identidades.

Pegadinhas

  • “Senha e PIN formam autenticação de dois fatores.” Falso: os dois são conhecimento; MFA exige categorias diferentes.
  • “Autenticação define o que o usuário pode fazer.” Falso: isso é autorização; autenticação prova a identidade.
  • “No MAC, o dono do arquivo define quem acessa.” Falso: isso é DAC; no MAC, a política central manda e o usuário não altera.
  • “SSO elimina a necessidade de MFA.” Falso: com SSO, uma credencial abre vários sistemas; protegê-la com MFA fica ainda mais importante.
  • “Diminuir a FAR também diminui a FRR.” Falso: uma cai quando a outra sobe.

Explique com suas palavras

Explique a um colega a diferença entre autenticação e autorização e por que senha mais PIN não é autenticação multifator.

  1. Escreva sem olhar a lição, com frases curtas e um exemplo seu.
  2. Onde travar ou precisar de jargão, há uma lacuna: releia só essa parte.
  3. Compare com a explicação-modelo e reescreva o que faltou.

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Comparar com uma explicação-modelo

Autenticar é provar quem eu sou, por exemplo digitando a senha. Autorizar é o sistema decidir o que eu posso fazer depois de saber quem eu sou: posso ler os contratos, mas não aprovar pagamentos.

Autenticação multifator exige provas de tipos diferentes: algo que eu sei, algo que eu tenho e algo que eu sou. Senha e PIN são duas coisas que eu sei. Se alguém espiar a digitação, descobre as duas. Senha mais um código gerado no meu celular é multifator, porque o atacante precisaria também do aparelho.

Teste-se

Segurança da Informação · Controle de acesso e IAM · Inédita, estilo FCC

Questão 1 de 3

Constitui autenticação multifator (MFA) a combinação de

Alternativas

A–E escolhem, Enter confirma. Botão direito ou Shift + letra risca.

Toque longo numa alternativa para riscá-la.

Segurança da Informação · Controle de acesso e IAM · Inédita, estilo FCC

Questão 2 de 3

No sistema de gestão de processos do Tribunal, as permissões são associadas a funções como “Auditor”, “Gestor” e “Protocolo”, e cada servidor recebe uma ou mais funções conforme o cargo que ocupa. Esse modelo de controle de acesso é o

Alternativas

A–E escolhem, Enter confirma. Botão direito ou Shift + letra risca.

Toque longo numa alternativa para riscá-la.

Segurança da Informação · Controle de acesso e IAM · Inédita, estilo FCC

Questão 3 de 3

Em um modelo de controle de acesso, cada documento recebe um rótulo de sensibilidade (reservado, secreto, ultrassecreto) e cada usuário, um nível de habilitação. O acesso é decidido por uma política central, e o usuário não pode alterar os rótulos nem repassar permissões. Trata-se do modelo

Alternativas

A–E escolhem, Enter confirma. Botão direito ou Shift + letra risca.

Toque longo numa alternativa para riscá-la.

Mais duas questões deste tópico estão em Questões.

Flashcards gerados

FrenteVerso
Identificação × autenticação × autorização Identificar é dizer quem é; autenticar é provar; autorizar é definir o que pode fazer.
Três fatores de autenticação Algo que você sabe (senha), tem (celular, token) e é (biometria).
ABAC Controle de acesso por atributos do usuário, do recurso e do contexto. Exemplo: Vê a folha quem é do RH, em horário de expediente e na rede interna.
SSO × federação SSO é um login para vários sistemas da organização; federação é aceitar o login feito em outra organização, por SAML ou OIDC. Exemplo: Entrar num sistema estadual com a conta do gov.br.
O que é PAM? Gestão de acessos privilegiados, com cofre de senhas, acesso só quando necessário, MFA e gravação das sessões.

Ligação com o estudo de caso

Num caso de sistema ou API, proponha: autenticação com MFA (ou OIDC com o gov.br), autorização por papéis (RBAC) com menor privilégio, revisão periódica dos acessos, desativação automática no desligamento do servidor e registro de todos os acessos privilegiados. Cada medida, uma frase de justificativa.

Fontes da lição

  • Edital nº 01/2026, Anexo II, Segurança da Informação (fontes/edital-01-2026.txt).
  • OWASP Top 10:2025, A01 Controle de Acesso Quebrado e A07 Falhas de Autenticação (fontes/owasp-top10-2025/owasp-top10-2025-pt-BR.md): negar por padrão, menor privilégio e MFA.
  • NIST SP 800-63B, Digital Identity Guidelines: autenticação

Claude explica

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Pratique fora do site

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