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OWASP Top 10:2025

Prioridade Alta 20 min de leitura Status: Não visto Lido Praticado Dominado

Do zero

A OWASP é uma fundação aberta que estuda segurança de software. De tempos em tempos, ela publica o Top 10: a lista dos dez riscos mais críticos para aplicações web, montada com dados de milhões de aplicações testadas e com uma pesquisa entre profissionais. A edição de 2025 é a 8ª e é a que o edital cita.

Pense na aplicação como um prédio público. Os dez riscos são os dez jeitos mais comuns de alguém entrar onde não devia ou de o prédio falhar:

  • portas internas sem fechadura, em que qualquer visitante entra na sala do diretor (controle de acesso);
  • uma janela esquecida aberta ou a senha padrão do alarme nunca trocada (configuração);
  • material comprado de um fornecedor que veio adulterado (cadeia de suprimentos);
  • um cofre com combinação fraca (criptografia);
  • um bilhete com ordens disfarçadas que o porteiro executa sem ler (injeção);
  • uma planta que esqueceu a saída de emergência (design);
  • um porteiro que não confere o crachá (autenticação);
  • uma entrega aceita sem conferir o lacre (integridade);
  • câmeras gravando sem ninguém olhando (registro e alerta);
  • um alarme que, quando falta luz, destranca todas as portas em vez de travá-las (condições excepcionais).

Frase para guardar: acesso, configuração, cadeia, criptografia, injeção, design, autenticação, integridade, registro e exceções, nesta ordem.

Em 1 minuto

  • A01 Controle de Acesso Quebrado continua em 1º e agora inclui o SSRF.
  • A02 Configuração Insegura subiu de 5º (2021) para 2º.
  • A03 Falhas na Cadeia de Suprimentos de Software é nova: amplia o antigo “Componentes Vulneráveis e Desatualizados”.
  • A10 Manuseio Incorreto de Condições Excepcionais é nova: erros mal tratados e sistemas que “falham abertos”.
  • Oito categorias saíram dos dados de testes e duas, da pesquisa com a comunidade. As 10 reúnem 248 CWEs (tipos de fraqueza catalogados pelo MITRE).

As dez categorias, com exemplo e controle

Código Categoria Exemplo Controle principal
A01 Controle de Acesso Quebrado Trocar o id na URL e ver os dados de outra pessoa (IDOR) Negar por padrão e checar no servidor o dono de cada registro
A02 Configuração Insegura Senha padrão, listagem de diretórios, mensagens de erro detalhadas Endurecimento (hardening) repetível e revisão de configurações
A03 Falhas na Cadeia de Suprimentos de Software Biblioteca de terceiros com vulnerabilidade ou código malicioso SBOM, análise de composição (SCA), fontes oficiais e pacotes assinados
A04 Falhas Criptográficas Senha guardada em texto puro, site sem HTTPS Criptografia forte em trânsito e em repouso; senhas com hash lento e com sal
A05 Injeção SQL injection, XSS, injeção de comandos Consultas parametrizadas, validação de entrada e escape de saída
A06 Design Inseguro Recuperar senha por “pergunta secreta” Modelagem de ameaças e padrões de design seguro desde o projeto
A07 Falhas de Autenticação Login sem limite de tentativas, sem MFA MFA, limite de tentativas e frameworks de autenticação consolidados
A08 Falhas de Integridade de Software e Dados Atualização aceita sem verificar assinatura Assinatura digital de artefatos e verificação de integridade
A09 Falhas de Registro e Alerta de Segurança Logs que ninguém monitora, sem alerta Registrar eventos relevantes e gerar alertas que levem a ação
A10 Manuseio Incorreto de Condições Excepcionais Erro no meio de uma transferência deixa o débito sem o crédito Tratar o erro no ponto em que ocorre e desfazer a transação (falha segura)

O texto oficial em português também usa outros nomes em alguns capítulos: “Falhas de Registro e Monitoramento de Segurança” (A09) e “Tratamento Incorreto de Condições Excepcionais” (A10). A prova pode usar qualquer um deles.

Exemplo concreto: a API de folha das prefeituras

O TCE-GO recebe, por uma API, a folha de pagamento de cada prefeitura. Três falhas típicas:

  1. A01, IDOR. A prefeitura A está autenticada e chama GET /api/folhas/124, que é da prefeitura B. Se a API só confere se há um token válido, entrega a folha errada. O controle é verificar, em toda requisição, se o registro pertence a quem pede.
  2. A05, injeção. A API monta a consulta juntando texto:
// Vulnerável: o valor do usuário vira parte do comando SQL
"SELECT * FROM folha WHERE cpf = '" + cpf + "'"
//   com cpf = ' OR '1'='1  a consulta devolve a tabela inteira

// Seguro: consulta parametrizada; o valor nunca vira comando
"SELECT * FROM folha WHERE cpf = ?"   com o parâmetro cpf
  1. A10, falha aberta. O serviço que valida o token cai, e o código, na dúvida, deixa a requisição passar. O certo é falhar fechado: negar o acesso e registrar o erro.

Comparação: o que mudou de 2021 para 2025

2021 2025 Mudança
A01 Quebra de Controle de Acesso A01 Controle de Acesso Quebrado Mantém o 1º lugar e absorve o SSRF
A05 Configuração Incorreta de Segurança A02 Configuração Insegura Sobe do 5º para o 2º lugar
A06 Componentes Vulneráveis e Desatualizados A03 Falhas na Cadeia de Suprimentos de Software Escopo ampliado: build, distribuição, CI/CD e IDEs
A02 Falhas Criptográficas A04 Falhas Criptográficas Cai do 2º para o 4º
A03 Injeção A05 Injeção Cai do 3º para o 5º; XSS continua aqui
A04 Design Inseguro A06 Design Inseguro Cai do 4º para o 6º
A07 Falhas de Identificação e Autenticação A07 Falhas de Autenticação Só muda o nome
A08 Falhas de Integridade de Software e Dados A08 (igual) Mantém
A09 Falhas de Registro e Monitoramento A09 Falhas de Registro e Alerta de Segurança O nome destaca o alerta
A10 SSRF — Incorporado ao A01
— A10 Manuseio Incorreto de Condições Excepcionais Nova

Codificação segura e DevSecOps

DevSecOps é colocar a segurança dentro do fluxo de desenvolvimento, desde o início (“shift left”), em vez de testar só no fim. No pipeline:

  • SAST: análise estática do código-fonte, sem executar (acha injeção, segredos no código).
  • DAST: teste da aplicação rodando, de fora, como um atacante.
  • SCA: análise de composição, que lista as dependências e cruza com vulnerabilidades conhecidas (CVE); gera o SBOM, a lista de materiais do software.
  • Varredura de segredos, de imagens de container e de infraestrutura como código.
  • Revisão humana obrigatória antes de ir para produção: a OWASP pede separação de funções, para que ninguém sozinho escreva o código e o promova até a produção.

Em APIs, containers e nuvem, os mesmos princípios aparecem: menor privilégio, negar por padrão, segredos fora do código, imagens mínimas e atualizadas, e configuração revisada (um bucket público é A02).

Como a FCC cobra

Um cenário de ataque e a pergunta “a qual categoria do OWASP Top 10:2025 ele corresponde?”. As novidades de 2025 (A03, A10 e o SSRF dentro do A01) são a aposta mais provável.

  • Associar cenário e categoria (IDOR é A01; XSS é A05; senha padrão é A02).
  • Ordem e nomes da edição 2025 contra a de 2021.
  • Controle adequado para cada risco (consulta parametrizada, SBOM, MFA, falha segura).
  • Ferramentas de DevSecOps (SAST × DAST × SCA).

Pegadinhas

  • “O SSRF continua como categoria própria em 2025.” Falso: foi incorporado ao A01.
  • “A Injeção continua em 1º lugar.” Falso: desde 2021 o 1º é Controle de Acesso; em 2025, Injeção é A05.
  • “XSS ganhou categoria própria.” Falso: XSS está em A05 Injeção.
  • “Se o usuário está autenticado, o acesso está controlado.” Falso: autenticar (A07) não é autorizar (A01); o IDOR acontece com usuário logado.
  • “Em caso de erro, o sistema deve permitir para não parar o serviço.” Falso: o certo é falhar fechado (A10).
  • “SAST testa a aplicação em execução.” Falso: isso é DAST; SAST analisa o código.

Explique com suas palavras

Explique a um gestor que não é de TI o que é o OWASP Top 10:2025 e dê um exemplo de dois riscos da lista na API de folha das prefeituras, com o controle de cada um.

  1. Escreva sem olhar a lição, com frases curtas e um exemplo seu.
  2. Onde travar ou precisar de jargão, há uma lacuna: releia só essa parte.
  3. Compare com a explicação-modelo e reescreva o que faltou.

Fica salva neste navegador.

Comparar com uma explicação-modelo

O OWASP Top 10 é a lista dos dez riscos mais graves em aplicações web, feita por uma fundação aberta com dados de milhões de sistemas testados. A versão de 2025 é a referência atual.

Na API de folha, o risco número 1 é o controle de acesso quebrado: uma prefeitura, já logada, troca o número no endereço e lê a folha de outra. O controle é a API conferir, a cada pedido, se aquele dado é da prefeitura que pediu. Outro risco é a injeção: se a API monta a consulta ao banco colando o que o usuário digitou, um texto malicioso vira comando. O controle é usar consultas parametrizadas, em que o dado nunca vira comando.

Teste-se

Segurança da Informação · OWASP Top 10:2025 · Inédita, estilo FCC

Questão 1 de 3

Em uma API do Tribunal, a prefeitura A, devidamente autenticada, altera o identificador na requisição GET /api/folhas/123 para /api/folhas/124 e obtém a folha de pagamento da prefeitura B. Segundo o OWASP Top 10:2025, essa falha enquadra-se em

Alternativas

A–E escolhem, Enter confirma. Botão direito ou Shift + letra risca.

Toque longo numa alternativa para riscá-la.

Segurança da Informação · OWASP Top 10:2025 · Inédita, estilo FCC

Questão 2 de 3

Uma das categorias novas do OWASP Top 10:2025 abrange tratamento inadequado de erros, erros lógicos e sistemas que, diante de uma situação anormal, “falham abertos” (failing open). Trata-se de

Alternativas

A–E escolhem, Enter confirma. Botão direito ou Shift + letra risca.

Toque longo numa alternativa para riscá-la.

Segurança da Informação · OWASP Top 10:2025 · Inédita, estilo FCC

Questão 3 de 3

Na edição 2021 do OWASP Top 10, o Server-Side Request Forgery (SSRF) ocupava uma categoria própria. Na edição 2025, o SSRF

Alternativas

A–E escolhem, Enter confirma. Botão direito ou Shift + letra risca.

Toque longo numa alternativa para riscá-la.

Mais duas questões deste tópico estão em Questões.

Flashcards gerados

FrenteVerso
As dez categorias do OWASP Top 10:2025, em ordem Controle de acesso, configuração, cadeia de suprimentos, criptografia, injeção, design, autenticação, integridade, registro e alerta, condições excepcionais.
Quais são as categorias novas do OWASP Top 10:2025? A03 Falhas na Cadeia de Suprimentos de Software (amplia Componentes Vulneráveis) e A10 Manuseio Incorreto de Condições Excepcionais.
Em que categoria do OWASP 2025 fica o XSS? Em A05 – Injeção, junto com SQL injection e injeção de comandos.
SAST × DAST × SCA SAST analisa o código parado; DAST testa a aplicação rodando; SCA verifica as dependências contra vulnerabilidades conhecidas.
Falhar aberto × falhar fechado Falhar aberto é liberar o acesso quando algo dá errado; o certo é falhar fechado, negando e desfazendo a transação. Exemplo: Se o banco cair no meio de uma transferência, desfazer o débito em vez de deixá-lo sem o crédito.

Ligação com o estudo de caso

O estudo de caso pode pedir “dois riscos do OWASP Top 10:2025 aplicáveis à API e um controle para cada”. Responda com o código e o nome exatos (A01:2025 Controle de Acesso Quebrado) e um controle concreto: “verificar em cada requisição se o registro pertence à prefeitura autenticada”. A01 e A05 são as escolhas mais seguras para uma API.

Fontes da lição

  • OWASP Top 10:2025, texto oficial em português: introdução e categorias A01 a A10 (fontes/owasp-top10-2025/owasp-top10-2025-pt-BR.md).
  • OWASP Top 10:2025 no repositório oficial
  • Edital nº 01/2026, Anexo II, Segurança da Informação (fontes/edital-01-2026.txt).

Claude explica

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